quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Eu não paro dentro de mim.
Eu não paro dentro de mim. No primeiro café uma nova pessoa deseja o que não tem, assumindo que quer o impossível, que quer deixar tudo para trás e viajar durante as estações. Conhecer o desconhecido, pular muros, dormir na praça e passar frio. No segundo café ela percebe que não quer viajar, ela quer ficar trancada no quarto com alguém, com livros e com ela mesma ouvindo aquela música que dá arrepios. Aquela dentro do quarto não aguenta mais ficar dentro do quarto, agora ela não sabe mais o que fazer e percebe que tudo gira tão depressa quanto os seus desejos. E nada mudou. O café esfriou, o quarto está no lugar, não tem banco de praça e nem frio. Mas ela tem todo o resto.
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